terça-feira, 1 de março de 2011

Pearl Harbor meets MacGyver

Há um sem número de coisas que poderíamos realçar, acerca da Bulgária, acerca de Studentski Grad, acerca de Sófia…
Por exemplo, no outro dia entrámos num autocarro, cujo bilhete 50cent, mas o homem não tinha bilhetes para vender a bordo. Então, para não pagarmos a multa que seria de 5 euros se fôssemos apanhadas, eu e a Elina, uma letã que também estuda FT, saímos do autocarro…e a Ângela não…bye bye Angie xD Como os autocarros se movem à velocidade de comboios turísticos ainda tivemos tempo de comprar bilhetes num quiosque e apanhar o mesmo autocarro na paragem seguinte.
Outra história gira de autocarro foi aquela em que vi uma mulher idosa com um bigode maior que o do Zé no jantar…aposto que já leva uns aninhos de crescimento aquele (mas a sério…realmente agressivo!) Ou ainda quando passámos numa paragem e uma miúda com os seus 12 anos ficou sentada e não entrou, e a Ângela desenvolve o seguinte monólogo: “ olha ali aquela moça…” ……….silêncio……… “Parece o mê Paulinho, quando tinha 11 anos, tambêm tinha cá uma bigodaça…” xD perfect!
Depois há todo um código da estrada por descobrir aqui… prioridades nas rotundas e cruzamentos, nunca ouviram falar; limites de velocidades, desconhecidos; passadeiras…para quê? Se os peões também se jogam para o meio da estrada como e onde lhes convém!? Temos que rezar pela vida, basicamente.
Mas tudo isto cai por terra quando se fala do hospital em que vamos ficar neste primeiro mês… like I said…aquilo é um estranho cruzamento entre o Pearl Harbor e o MacGyver…
Quem já viu o filme, quem não se lembra ou quem não viu eu passo a explicar… O 5º Hospital de Sofia é o mais velho da cidade. As camas são aquelas de metal, bem old school, que não sei se os Hospitais de São José ou Santa Marta, em Lisboa, ainda têm. Para além disto, os móveis onde se arrumam os medicamentos são também de metal mas de vidro, do estilo vitrina, como os do filme. Por isso, andar naquele sítio transporta-nos para outra realidade.
O MacGyver style sobrevive graças a todos os penteados e formas de vestir adoptados por muitos dos que passam no hospital, mas sobretudo pelo pessoal do hospital… Há com cada uma…LINDO!
Nos cuidados intensivos, as camas já são melhores, mas esquecem tudo aquilo que aprendemos sobre brincar ao carnaval com máscara e bata e tudo o mais da cabeça aos pés… entras e pronto…nem desinfectante para as mãos.
E, o ginásio de fisioterapia. Está qualquer coisa entre o pequeno e o minúsculo. Duas marquesas, dois colchões no chão encostados a dois espaldares e uma passadeira muito ultrapassada com uma bicicleta da mesma família, em cima! Devem treinar Lances Armstrongs com certeza. Ao lado, há uma salinha, também com as mesmas dimensões com duas marquesas e que serve para massagem.
E se acham que o freakshow acabou… Normalmente, estamos no ginásio com a professora e os nossos novos colegas búlgaros até que entra uma fisioterapeuta, da sala das massagens a vir pedir alguém IMEDIATAMENTE para vir tratar da senhora que já está ao frio. Agora… imaginem alguém se calhar mais baixa que a Raquel, penteado à MacGyver, um olho para Chelas e outro para Belas e que, ainda por cima vêem MAL… A mulher para ler o nome do paciente quase que “engole” a ficha médica com as órbitas. A sério, SÓ VISTO. xD Há ainda outra fisioterapeuta que tem o cabelo liso, mais comprido que o da Ana Rita e que já não deve ser lavado desde o final da União Soviética a julgar pelo óleo que alberga…BLHAC! A sério…
O corredor que dá para os vestiários (que são numa cave muuuuuuuito manhosa!) tem vários posters da Suíça e da Bulgária com paisagens… ah e tem também de mulheres semi-nuas --'

No entanto, a Bulgária está para nós, como a Coca-Cola para o Fernando Pessoa…Primeiro estranha-se e depois entranha-se.
No meio disto tudo, temos a sorte de ter uma professora que tenta fazer o melhor que pode para nos pôr a par de tudo, reconhecendo as suas limitações no inglês, 4 colegas em que só dois deles falam inglês mas são todos bastante prestáveis e o serviço de saúde possível para um país em que o ordenado mínimo é bastante ( *ênfase* BASTANTE) inferior ao nosso. Viver com pouco e tentar gerir o que têm… mais do que nos hospitais portugueses, isto parece ser a palavra de ordem para eles.

Para a próxima fica história da nossa ida a um derby de hooligans :D :D :D e da bebedeira da outra que se fartou de gozar com a Ângela --'

Beijinhos,
Joana e Ângela

2 comentários:

  1. Ai amei o comentário da Ângelina!
    Deixa lá Brua, porque aqui os condutores sofrem do mesmo mal e, os autocarros, pelo contrário andam a 1000km/h, cheiram ou a álcool ou a chamuças e passam por cima das rotundas! Tipo lomba!
    Eu bem vos disse para irem estagiar para a lojinha da cerveja ao pé de vocês! Tão coma mania que querem aprender!
    Em Junho quero um spot para mim nessa Bulgária oleosa!

    Ciao!
    TA*

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  2. Muito medo dessas terapeutas, é o que eu tenho a dizer :S

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